sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Um pedido para o pessoal de Teresópolis

Não confie, não tenha fé, não acredite em nenhum político.

Se um candidato, um vereador, um prefeito, um governador, pedir um "voto de confiança", desconfie.

Não tenha fé em nenhum político. Eleição não é religião, não é preciso crer acima de tudo, principalmente acima dos fatos.

O candidato não é (nunca) seu amigo, não é preciso dar uma "forcinha" pra ele.

Um sujeito pra virar prefeito, por exemplo, teve que lidar antes com vários conflitos de interesse, dentro e fora do seu partido, se equilibrando sobre as pressões que recebia: grupos de empresários; fazendeiros; líderes partidários; religiosos; intelectuais; associações de moradores, etc.

Resumindo: o prefeito só se move por pressão. Só há uma maneira pra população fazer valer seus interesses: organização, mobilização, pressão.

Nem Tricano foi a salvação, nem Petto, nem Jorge Mário, nem Robertão seria, nem Arlei será. Ninguém é solução.

Sempre que alguém diz "nesse eu confio, posso dormir tranquilo", está dando a senha para o prefeito atender a outros interesses no calar da noite e depois tirar seu sono.

As notícias que recebo é que população de Teresópolis foi pra rua pressionar pela queda do prefeito. Parabéns pela luta, é um começo. Mas mesmo depois que o impeachment for concluído, eu peço: não saiam das ruas.

(este pedido vale para todas as cidades, a minha, inclusive)

quinta-feira, 7 de julho de 2011

quinta-feira, 9 de junho de 2011

plano de metas do SEPE para a educação pública estadual

META 1: NENHUMA CRIANÇA SEM ESCOLA:
. Construção de escolas e garantia de atendimento em todas as etapas de ensino.
. Diminuição do número de alunos por turma (20 alunos nas séries iniciais, 25 nas demais)

META 2: NENHUM ALUNO SEM PROFESSOR:
. Concurso imediato para todas as disciplinas.
. Retorno imediato da matriz de 30 tempos e ampliação gradativa da grade curricular.
. Ampliação gradativa do horário de permanência dos alunos na escola

META 3: NENHUM PROFISSIONAL DESVALORIZADO.
. Valorização salarial e profissional.
. Antecipação de todas as parcelas da Incorporação do Nova Escola.
. Reajuste emergencial de 26%.

META 4: NENHUM PROFESSOR SEM ESCOLA.
. Lotação dos professores em apenas uma escola.
. Fim da perda da lotação por motivo de licença médica.
. Lotação dos Docentes II sem perda de direitos.

META 5: NENHUMA ESCOLA SEM FUNCIONÁRIO.
. Concurso imediato para funcionários administrativos.
. Fim da terceirização.
. Revisão do quantitativo de funcionários, respeitando o tamanho e o número de alunos de cada 4 unidade.
. Normatização das tarefas de cada setor administrativo
. Pagamento imediato dos enquadramentos por formação do magistério
. Pagamento imediato do adicional de qualificação para todos os professores.
. Garantia do direito à licença-prêmio.

META 6: NENHUM PROFISSIONAL SEM DIREITO À FORMAÇÃO.
. Licença remunerada para estudos
. Convênios com Universidades públicas para formação continuada de professores e funcionários

META 7: NENHUMA ESCOLA SEM ESTRUTURA.
. Construção de quadras poliesportivas em todas as escolas
. Construção de bibliotecas em todas as escolas

META 8: NENHUMA EDUCAÇÃO SEM DEMOCRACIA.
. Processo de escolha do dirigente escolar através de consulta direta
. Garantia de grêmios livres
. Autonomia das equipes pedagógicas para criação\implementação dos Projetos Pedagógicos

META 9: NENHUM EDUCADOR DISCRIMINADO.
. Ato de Investidura para os Animadores Culturais.
. Paridade para Aposentados.

META 10: NENHUMA ECONOMIA NOS INVESTIMENTOS EM EDUCAÇÃO.
. Ampliação dos recursos destinados à educação estadual, elevando até 35% de todas as receitas do
estado aplicadas exclusivamente na educação estadual.

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Como Nasce um torcedor

Emoldurada
(Ivan Lins/Celso Viáfora)

“Eu vi a passarela
Refletida na luz dos olhos dela
E na tela do olhar da minha amada
Emoldurada
Passava a Portela
Cantei pra nós
Chorei por ela
Com Monarco e Paulinho da Viola
Eu que sempre chorei por outra Escola
Amei a Portela por ela
Ali, naquela hora”


O que nos faz torcer para um time de futebol? Deve existir um milhão de respostas a esta pergunta, além de centenas de teses sociológicas, históricas, antropológicas e até biológicas. Descobrir qualquer resposta sobre este assunto é muito difícil, acho que é mais fácil desmascarar algumas mentiras.

Primeira mentira, ou no máximo, meia verdade: “eu torço para este time porque é o melhor.” Pode até ser que, durante a pré-adolescência, o sujeito tenha visto uma grande fase deste time, um grande título, um grande jogo ou algo que o valha e que isso tenha influenciado a sua escolha. Mas, não, o sujeito não torce para o “melhor”. O futebol está longe de ser uma competição de produtos regulada pela lei de mercado onde o “melhor” é mais consumido. Fosse assim, quem torceria para o Santa Cruz, há tempos sem avançar nas competições? E é tão bonito ver a sua torcida se manifestando, ver tantas camisas do Santa na rua mesmo quando o time já perdeu tudo o que podia no ano...

Outra mentira sobre esta questão se refere ao tipo de torcedor de cada torcida: tal torcida tem muito gay, tal torcida tem muito ladrão, tão torcida é de elite, etc. Estas teorias, muito repetidas nas mesas redondas do bares da vida, não se sustentam em nenhuma pesquisa sobre torcidas de futebol. Há alguns anos, em São Paulo, um programa de esporte fez uma pesquisa (sem nenhuma base estatística, diga-se de passagem) para saber a maior torcida presente na passeata do orgulho gay, em São Paulo. A torcida do Corinthians era a maior, para alegria dos homofóbicos são paulinos e palmeirenses do programa. Ouso dizer que a pesquisa estava certa e que a torcida do Corinthians é a maior também entre os paulistas carecas, ente os mais velhos, entre os presidiários, entre os mais ricos, etc. etc. Mas não é isso que afirma o mito das torcidas.

No Rio, o mito das torcidas pode ser resumido de maneira grosseira assim: Os tricolores são da elite, os flamenguistas o povão, os vascaínos os operários e os botafoguense os intelectuais. Nem sei, ao certo, se há alguma verdade nestes estereótipos (ou em outros que existam). O que eu sei é que ninguém escolhe time por isso. Já estou até vendo: “realmente, o flamengo é o time da massa. Portanto, acredito que esta escolha é a mais adequada para mim. Vou avaliar com cuidado as opções e confirmarei a minha decisão amanhã.” – João, 11 anos. Ou então: “O Vasco é o primeiro time a ter em seu plantel uma grande quantidade de jogadores negros. Eu, negro que sou, torcerei por este time.” – Fábio, 8 anos. Isto é uma grande piada. O que ocorre é o inverso: primeiro se escolhe o time, depois se busca argumentos para dizer que aquele time é o tal.

Portanto, volto à mesma questão: como se escolhe um time? Eu tenho uma certeza: torcer por um time de futebol é um fenômeno social: vamos aos jogos com amigos, conversamos sobre futebol com colegas, desconhecidos e até inimigos, abraçamos o vendedor de picolé na hora do gol. A escolha do time, obviamente, também é um fenômeno social. Muitos (a grande maioria, talvez) são influenciados pelos pais, ou parentes. Outros pelos amigos. E alguns, influenciados por aquele colega chato da escola, decidem torcer para o seu maior rival.

Eu sempre acreditei que havia decidido ser Vasco após ver um FLAXFLU no Maracanã. Fui com a minha mãe (flamenguista) e o namorado dela na época (tricolor) decidido a escolher meu time. Acabamos conseguindo entrar na área reservada à imprensa. O Flamengo ganhou de 4x0 e eu decidi não ser tricolor. Vendo a festa e a provocação da imprensa flamenguista, eu decidi não ser flamenguista. Entre os outros dois times, escolhi o que tinha a camisa parecida com cinto de segurança e não o que parecia camisa de presidiário, seguindo todo o meu conhecimento baseado em histórias em quadrinhos. Eu acreditava sinceramente que tinha virado vascaíno assim. Um dia, minha mãe mandou a real: eu tinha virado vascaíno por causa do meu tio, cruzmaltino, que sempre levava a mim e ao meu irmão para jogar bola com o nosso primo no aterro. Na época eu neguei, mas aos poucos a ficha foi caindo. Era verdade. Eu havia construído a fábula após ter escolhido o time.

Por isto, insisto: torcer está diretamente ligado às relações humanas. E, portanto, não se define completamente quando se escolhe um time. Quem nunca passou por uma fase mais fanática, outra distante do futebol, para voltar a acompanhar intensamente anos depois? Torcer é uma escolha constante e normalmente ligada à proximidade com outros torcedores, ambos alimentando as devoções recíprocas.

A minha relação com o futebol mudou quando a conheci. Ela é apaixonada por futebol e pelo Fluminense. E sofre intensamente a cada derrota. E sofre intensamente a cada vitória. Passei a acompanhar o tricolor. Nos estádios, via o desespero e a revolta no olhar dela, intercalados por maravilhosos segundos de alegria. Como diz a música Emoldurada, aprendi a gostar do fluminense por tela. Torcemos juntos na final do carioca de 2005 e na final da copa do Brasil do mesmo ano. Aprendi a torcer pelo Flu. Na copa do Brasil de 2007 e na libertadores de 2008, aprendi a amar o Flu. Na verdade, eu continuo apaixonado mesmo é por ela e pelo seu amor às três cores que traduzem tantas coisas para mim... A campanha do Brasileirão este ano, que começou com a virada de 2009 me deu esta certeza; eu amo o Fluminense. Mais do que isso: eu amo o Fluminense dela.

Se por acaso, tiver alguém lendo este texto, sei o que está pensando: “vira-casaca! Esse aí não é torcedor de verdade!” Lamento muito, mas isto não me incomoda. Continuo vascaíno, continuo torcendo para o Vasco sempre. E torço para o Fluminense quase sempre. E nesse momento em que a imprensa quer ensinar o torcedor a torcer (vide as críticas aos que torcem para derrota do seu time com o intuito de prejudicar o rival) eu faço a pergunta: quem pode me dizer a maneira certa de torcer? Quem detém esta resposta? A pessoa que tentar responder a isto vai se achar no direito de definir não só como eu devo torcer, mas também como eu devo pensar, como eu devo agir e, pior do que tudo, como eu devo amar. E depois de quase 8 anos de amor por ela, posso afirmar: o amor é louco e livre, posto que é amor. A mais indomável das relações humanas.

domingo, 24 de outubro de 2010

futebol elitizado

“Embora à primeira vista uma creche canina possa figurar como mais uma excentricidade do mundo pet, vale ressaltar que o serviço é recomendado por especialistas em comportamento animal, como a psicóloga de cães Daniela Prado.” Revista O Globo, 24/10/2010

Couto Pereira, última rodada do Campeonato Brasileiro do ano passado: O jogo entre Fluminense e Coritiba terminava empatado. Com isto, o Fluminense concluiu uma arrancada emocionante, mais que improvável e continuou na primeira divisão. O Coritiba caiu. Ato contínuo, torcedores do Coxa revoltados invadem o gramado e entram em confronto com policiais e árbitros.

No mesmo dia, à noite, Telmo Zanini, comentarista do Sportv fala sobre o ocorrido:
- Também, com ingressos a 5 reais, vocês queriam o que? Só podia dar nisso.

Tentando consertar o comentário obviamente elitista, ele afirmou.
- Quando os dirigentes não valorizam o espetáculo, botando ingresso a 5 reais, os torcedores também não valorizam.

O que está por trás deste comentário? O ingresso tem que ser caro não apenas para garantir mais renda a um clube, mas para garantir um público mais seleto nos estádios. Associar violência/povo e elite/civilidade é um preconceito quase tão velho quando andar pra frente. Mas as reformas nos estádios, preparando-os para receber os turistas e eliminando áreas populares referendam este discurso.

A ideia de uma modernização conservadora do Rio ganhou força total com a confirmação da copa e da olimpíada no Brasil. Para dar um exemplo, há uma semana o jornal “O Globo” fez uma reportagem sobre os bondinhos de Santa Teresa mostrando como ele não atende às “necessidades” dos turistas. A que interesses atendem um jornal que faz reportagens como a citada no início deste texto? O futebol faz parte deste processo.

Além disso, a TV tem seus interesses atendidos em detrimento dos interesses dos torcedores. Os jogos durante a semana começam às 21:45 (depois da novela) e que se dane quem trabalha no dia seguinte. E que se dane quem não tem transporte para ir para a casa depois do jogo. Chega ao ponto da gente ter que explicar para um turista que os jogos agora começam às 22:00 por causa do horário eleitoral na TV, que atrasou a “programação”.

O negócio é tão vergonhoso que, para tentar dar uma amenizada, o PFC e o clube dos 13 lançaram uma campanha: “vá ao estádio”. O PFC (pay-per-view de futebol) lançando esta campanha equivale ao Mcdonald’s fazendo campanha contra o câncer.

Torcedores de futebol são vistos cada vez mais como problema, não como parte do jogo. Hoje, teremos mais um triste episódio neste sentido. O clássico Cruzeiro X Atlético, em Minas Gerais, mais uma vez, terá apenas uma das torcidas no estádio, no caso, a do Cruzeiro. A ideia é acabar com as brigas no estádio. Não acaba, mas acaba com a graça. Os Cruzeirenses vão provocar um adversário que não estará lá. Os Atleticanos estarão espalhados, ouvindo no rádio ou vendo pela TV. E, em caso de gol do seu time, ouvirão o silêncio ecoar no estádio.

Uma das “danças” mais bonitas em um jogo de futebol, para mim, é a de um pênalti perdido. A torcida que gritava e pré-comemorava, se cala. A outra torcida, antes calada, festeja ao ver a sua pequena esperança se tornar certeza. A alegria muda de lado em um chute. Isto não acontecerá hoje, em Minas Gerais.

Já no Engenhão, as torcidas de Vasco e Flamengo quase não vão ouvir uma a outra. A acústica não permite, o estádio não foi feito para nós, torcedores. É capaz até de um torcedor, desavisado, achar que a sua torcida “calou” a torcida adversária. Mas quem “calou” foram os formuladores deste estádio belíssimo e sem alma.

Como enfrentar esta avalanche contra os nossos interesses de torcedor? Primeiro passo: conheça a ANT (associação Nacional de Torcedores), filie-se e participe dos seus atos e maniFESTAções. Só nós, torcedores, podemos gritar pelo que nos interessa. E gritando junto, fica sempre mais bonito. E mais forte.

Pedro Castanheira de Freitas, vascaíno e filiado a ANT.

Conheça e filie-se a ANT:
http://torcedores.org/

Primeira manifestação da ANT:
http://www.youtube.com/watch?v=o-qdeMPsxIE

domingo, 27 de junho de 2010

Bolão da copa - segunda fase

Fim de jogo! Após um bolão onde muitos já tinham dado adeus antes do fim da copa, Ana Kallas se tornou a grande campeã. Por que? Bem simples: ela cravou a Espanha campeã, e levou os 80 pontos da vitória da Fúria.
Parabéns Ana!

Ana - 255
Pedro – 225
Carla - 210
Visconde - 205
Emilia - 180
Maya - 170
Nina - 150
Regina – 140
Morgana – 135
Pedro Maia - 130
Sergio - 120
Badaró – 115
Luana – 115
Tiago Tardin - 105
Jana – 75

A final inédita da copa e a primeira sem um dos "4 grandes" (Brasil, Itália, Alemaha, Argentina)acabou com as apostas de quase todo mundo. Eu disse quase. Ana Kallás apostou na Espanha e está a uma vitória de levar o bolão. Resumindo, a situação é essa: se a Espanha for campeã, Ana vence o bolão. Se a Holanda vencer, o título fica comigo mesmo... Prostestos e denúncias de fraude, encaminhem para o Ministério Público, por favor...
Lá vai o resultado quase derradeiro:

Pedro – 225
Carla - 210
Visconde - 205
Emilia - 180
Ana – 175
Maya - 170
Nina - 150
Regina – 140
Morgana – 135
Pedro Maia - 130
Sergio - 120
Badaró – 115
Luana – 115
Tiago Tardin - 105
Jana – 75

Crise no Bolão!
O fim das semi-finais acabou com os sonhos da maioria dos participantes do "Bolão do Pedrinho - segunda fase". Afinal, os dois favoritos do Bolão já caíram fora da copa.
Nina, Regina, Pedro Maia e Tiago Tardin, otimistas, apostaram no sexto título do Brasil e pararam na holanda. Outros 8 apostaram no título dos Argentinos e foram massacrados pela Alemanha (Visconde, Pedro (eu), Emília, Carla, Morgana, Badaró, Luana e Jana). Sergio apostou na vitória de Gana e da África. Uma aposta ousada e... fracassada.
Só duas pessoas podem acertar o vencedor, e ambas moram na mesma casa: Ana apostou na Espanha e Maya na Alemanha.
Nove pessoas apostaram na final dos sonhos: Brasil e Argentina. Estes não pontuarão mais. Aliás, só 4 pessoas ainda podem pontuar no Bolão: Eu, Maya, Carla e Ana. Somos os únicos que ameaçamos o reinado de Rafael "Visconde" Maul.
Lá vai a pontuação:

Visconde - 205
Pedro – 185
Emilia - 180
Maya - 170
Carla - 150
Nina - 150
Regina – 140
Ana – 135
Morgana – 135
Pedro Maia - 130
Sergio - 120
Badaró – 115
Luana – 115
Tiago Tardin - 105
Jana – 75

O primeiro dia das semis foi, sem dúvida o mais sensacional da copa. De tirar o fôlego. A holanda bateu o Brasil, para alegrinha minha, de Carla e de Sérgio, pelo menos no bolão. No segundo jogo do dia, um penalti perdido no último trouxe a alegria a Rafael Maul, que soube o que era comemorar um gol de penalti de Loco Abreu. Matador, visconde acertou o placar em cheio do segundo jogo, e eu do primeiro. E, como a pontuação vai aumentando ao passar de fase, a situação ficou assim:

Visconde - 175
Pedro – 165
Emilia - 140
Regina – 140
Carla - 130
Nina - 130
Sergio - 120
Ana – 115
Badaró – 115
Morgana – 115
Maya - 110
Pedro Maia - 110
Tiago Tardin - 105
Luana – 95
Jana – 75


Fim das oitavas! O dia 29-06-2010 acabou e com ele surgiram as primeiras dúvidas sobre a pontuação. Como proceder com relação aos penaltis? O sujeito acertou que o paraguai iria ganhar nos penaltis mais errou o placar, não deveria ganhar mais pontos que o indivíduo que apostou paraguai 6x0 japão. Casos omissos, ou de interpretação dúbia devem ser resolvidos pela comissão fiscalizadora, que sou eu (está no regulamento, vocês não leram?). Decidi, soberanamente, que quem acertar que iria a penalte e acertas o vencedor garante 15 pontos nas oitavas. Ou seja, o mesmo que o sujeito que acerta o vencedor e um dos placares. Ficamos assim? Alguma objeção? Não? Ótimo. Por unanimidade, assim está decidido.

Agora, os resultados: com o fim da rodada, Rafael Maul sobra na liderança. Até agora, acertou todos os vencedores. Está definido: é o adversário a ser batido. Emília, Nina e Regina completam o quarteto líder desde o início e seguem como principais ameaças a reinado de Maul, mostrando que o "poder feminino" continua vivo no bolão. Em último lugar, minha mãe, vencedora do bolão 2006, espera as quartas, que valem mais pontos, para se reabilitar...

Visconde - 135
Emilia - 110
Nina - 110
Regina – 110
Ana – 95
Badaró – 95
Morgana – 95
Pedro – 95
Carla - 90
Maya - 90
Pedro Maia - 90
Sergio - 90
Tiago Tardin - 85
Luana – 75
Jana – 55



Acabou o dia 28-06-2010 e Rafael Maul continua impossível. Em toda a primeira fase ele acertou apenas 1 placar em cheio de 48 jogos. Na segunda, de 6 jogos ele já acertou 4. Não sei não... Há denúncias de que Visconde foi beneficiado pela ajuda de Maiá Rosa, que parece ter herdado a sorte do pai e a inteligência da mãe. Até que surja uma prova definitiva, este bolão continuará aceitando as apostas de Maul, vulgo Visconde. Mas cuidado! Estamos de olho.

Visconde - 110
Regina – 100
Nina - 90
Emilia - 90
Badaró – 85
Sergio - 80
Pedro Maia - 80
Ana – 75
Morgana – 75
Maya - 70
Pedro – 70
Luana – 65
Tiago Tardin - 60
Carla - 55
Jana – 55


ao final do dia 27-06 Visconde mantém a impressionante dianteira (só perdeu 5 pontos até agora) seguido de perto por Nina Regina e Emilia

Visconde - 75
Nina - 65
Regina – 65
Emilia - 60
Badaró – 55
Sergio - 50
Ana – 45
Morgana – 45
Pedro Maia - 45
Luana – 40
Maya - 40
Pedro – 35
Carla - 30
Jana – 30
Tiago Tardin - 30




Após o primeiro dia - 26 de junho, mudança de hábitos. Rafael Maul acertou tudo que podia e assume a liderança!

Visconde - 40
Nina - 35
Regina – 35
Emilia - 30
Sergio - 30
Badaró – 20
Pedro Maia - 20
Tiago Tardin - 20
Ana – 15
Jana – 15
Luana – 15
Morgana – 15
Pedro – 15
Carla - 10
Maya - 10

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Receita de ano novo

Quem me conhece, provalvelmente conhece o poema de Drummond abaixo. De qualquer forma, vale relê-lo sempre, ainda mais nesta época do ano

Receita de ano novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor do arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação com todo o tempo já vivido
(mal vivido talvez ou sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanhe,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?)

Não precisa
fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto de esperança
a partir de Janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.

Para ganhar um Ano Novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.


Carlos Drummond de Andrade

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Ao encontro de Eric

Mais um apaixonante e apaixonado texto da Carla, minha namorada. O texto pode ser apreciado mesmo por quem não viu o filme "A procura de Eric" e por quem não é tricolor. Observe que o texto foi escrito antes da última rodada do campeonato brasileiro deste ano:


Ao encontro de Eric

Sábado, dia 28 de novembro, saímos eu e meu companheiro para, enfim, assistirmos ao novo filme do diretor Ken Loach, ‘À procura de Eric’. Há algumas semanas nos programávamos, mas algo desandava. No último sábado, tudo certo.
O filme conta a história de um carteiro que anda com a vida em frangalhos. Eric enfrenta vários problemas em casa, com os filhos, e, por outro lado, uma história mal resolvida do seu passado ressurge, revirando sua consciência e seu coração. Em seus momentos de desesperança, o carteiro Eric passa a se encontrar com outro Eric – a figura de Eric Cantona, grande ídolo e ex-jogador do Manchester United, de um passado não tão remoto. Cantona aparece para Eric como um amigo, alguém próximo, e a partir desses encontros e das conversas que os dois travam ao longo da narrativa, o carteiro inicia um processo de transformação.
O principal personagem ama o futebol. Suas últimas lembranças de momentos felizes estão guardadas na memória de uma partida, nos gols de Cantona, na vitória consagradora de seu time. Pois é partindo dessas doces lembranças que Eric se levanta e, em seus encontros com o ídolo Cantona, passa a se reconhecer como um sujeito ativo de sua própria vida.
Vou comentar algumas coisas que, em minha opinião, tornam este filme imperdível. Em primeiro lugar, gosto da maneira como Ken Loach constrói os seus personagens. Ele não põe o foco em apenas um aspecto da vida de Eric. O carteiro se relaciona e enfrenta diversas frentes: a ex-mulher, os filhos, os amigos e companheiros de trabalho e o novo (velho...) companheiro Cantona. O carteiro de Ken Loach é tudo isso junto e ao mesmo tempo. Cada uma de suas frentes coloca para ele novos desafios, os quais ele vai vivenciando em conjunto.
Assim é como se passam as coisas na nossa vida. Nossas relações estão integradas, por mais fragmentadas que possam parecer. A tentativa de mostrar a conexão entre as partes da vida é algo necessário, sobretudo porque vivemos numa época em que somos indivíduos cada vez mais alienados e apartados da compreensão do todo no qual nos inserimos.
Outro ponto alto do filme, recorrente em outros trabalhos do cineasta, é que a solução encontrada para os conflitos não se deve apenas à ação individual. A solução, ou melhor, o desfecho, sempre requer algum grau de mobilização coletiva dos personagens que compõem a narrativa. É belo perceber como a superação dos problemas demanda uma construção coletiva que mobiliza uma série de identidades e, nos filmes de Ken Loach, especialmente da identidade de classe.
Por fim, como desdobramento do que apontei antes, chamo a atenção para a visão otimista que encerra o filme. A história mergulha nos problemas e nas contradições de Eric com humor e com uma mensagem de esperança. “Sempre há novas possibilidades, sempre há alternativas” é o que diz Cantona. Em tempos de tamanha desesperança, Ken Loach afirma que há possibilidades e que elas, necessariamente, se constroem no coletivo. Assim, ele o faz. Produzindo encanto em tempos de desencanto.
Voltamos para casa, após algumas cervejas, com o coração emocionado pelo filme. No dia seguinte, tudo preparado para ir ao Maracanã em dia de Fluminense x Vitória. O Fluminense, clube do coração, vinha sendo até então o time do desencanto e da total descrença neste ano de 2009. Porém, eis que já no apagar das luzes, no último momento em que ainda era possível iniciar uma reação, o time se levanta e começa a funcionar. E vai ganhando daqui e dali, e vai encantando a sua torcida apaixonada; que por sua vez retribui multiplicando o encanto a partir das arquibancadas.
Então, lá estávamos nós para mais um capítulo desta reação. Se conseguiremos ou não, quem poderá dizer? Éramos um time em frangalhos, mas nos tornamos confiantes e, atuando em coletivo, estamos tentando mudar nossa própria história e sair de um caminho que nos parecia sem volta. Quem sabe se Eric Cantona não andou se encontrando conosco por aí...
Pois antes de entrar no Maracanã, neste último domingo, ainda embalada pela emoção do filme, eu mentalizei o Cantona – aquele mesmo do filme e não apenas o jogador de outrora. Pedi suas bênçãos. Fizemos um bom jogo e ganhamos, seguindo em frente sem esmorecer, na luta para evitar a queda do time para a segunda divisão.
Qual não foi a minha surpresa ao ler, no jornal do dia seguinte, que torcedores ingleses da cidade de Manchester estiveram no Maracanã e se surpreenderam com a festa feita por lá. “– Foi lindo, nunca vi isso. Decidimos vir ao jogo depois que um amigo esteve no aeroporto na quinta-feira e viu a festa que fizeram para receber o time – declarou Douglas Smith, de Manchester.” Assim li no jornal e pensei, então, nas coincidências meio mágicas que, às vezes, vislumbramos só no futebol...
Depois de uma reação improvável, agora chegou a hora em que nos falta apenas mais uma partida a ganhar. Que o encanto e a esperança continuem conosco. E que Eric Cantona apareça para nós no domingo!
Rio, 1º de dezembro de 2009

terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Bem acompanhado

Sou um privilegiado. Estou cercado por pessoas que pensam e refletem sobre o mundo a sua volta. Aqui vai um texto da minha mãe, professora, sobre o seu trabalho:


Reflexões de uma professora da Rede Pública de Ensino
Por: Jana Eiras Castanheira

De tempos em tempos podemos verificar a ocorrência de algumas tentativas contundentes de desqualificar o professor, seja por parte de alguns setores da mídia, seja por parte de nossas “autoridades”.
Ultimamente, temos observado algumas conversas com o intuito de se mexer em uma conquista histórica da categoria, que é a aposentadoria aos 25 anos para as professoras e aos 30 para os professores. Vale lembrar que esse direito adquirido não é nenhuma “generosidade”. Trata-se, na verdade, de uma maneira de se pagar aos professores vários adicionais a que teríamos direito.
Vejamos: adicional de insalubridade – que vai do piolho às doenças infecto-contagiosas; adicional de periculosidade – basta abrirmos os jornais pra vermos, volta e meia, algum colega agredido e/ou ameaçado por um aluno e, finalmente, adicional de penosidade. Existe!!! E quem recebe são aqueles profissionais cujas funções são penosas, como, por exemplo, o ascensorista, que passa o dia inteiro dentro de um elevador, subindo e descendo, subindo e descendo... sem chegar a lugar nenhum. (Qualquer semelhança com professores atendendo a alunos completamente incapazes de acompanhar o programa graças a anos e anos de políticas públicas equivocadas não é mera coincidência).
Enfim, como não se queria pagar esses adicionais todos de uma forma direta, foram feitas contas e, matematicamente (como gostam de falar os locutores esportivos), diminuiu-se cinco anos da data de aposentadoria da categoria. Portanto, não é nenhum privilégio.
Estou recordando essa história porque ouvi hoje, numa reunião na escola estadual, que o professor que trabalha no horário noturno tem uma hora aula de 40 minutos enquanto nos turnos da manhã e tarde a hora aula é de 50 minutos. Portanto, estaríamos ganhando a mesma coisa que nossos colegas que trabalham de dia com uma carga horária menor.
Ora! Todo profissional que trabalha no turno da noite tem, por lei, um adicional noturno. (O do porteiro do meu prédio, por exemplo, é de 40% a hora. É acordo sindical. Paga-se e pronto. Doa a quem doer!).
Estou cansada de ver o professor tratado como um monstro intransigente que não dá sua cota de sacrifício (mais???) para o bem da educação. Estou desconfiada que isso vem desde a forma de tratar as professoras das séries iniciais de “tias”. Pronto! Virou parente! (Eu, particularmente, conheço poucas relações tão desrespeitosas quanto as relações familiares. No calor da discussão, diz-se a um ente querido coisas que não diríamos ao nosso pior inimigo - quanto menor a intimidade, maior a cerimônia)
Logo, queridos, vamos parar com isso! Fazemos nosso trabalho direito. Com amor, com tesão. Muitas vezes em escolas onde falta tudo, da água ao material didático. Trabalhamos debaixo de um calor infernal, trabalhamos quando falta luz, improvisamos salas de aula ao ar livre, ensinamos regras básicas de educação, de higiene e de convívio social. Assumimos, cada vez mais, papéis que antes eram desempenhados pela família.
Mas, acima de tudo, somos profissionais, queremos ser respeitados e, de preferência, bem remunerados.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Primeira Guerra Mundial: aula e jogo

Flanando pela Web, achei um jogo online que concindia com a matéria que eu estava trabalhando com os estudantes do 9° ano: a Primeira Guerra mundial.
O jogo não é muito pesado (consegui jogar utilizando a internet do estado, que não é lá estas coisas) e tem alguns elementos interessantes para entender a dinâmica da "guerra e trincheiras".
As armas são razoavelmente fidedignas com as armas utilizadas na guerra. Dá pra perceber a vantagem das trincheiras sobre o terreno plano, e o desenvolvimento tecnológico e militar para enfrentar as trincheiras.
Conforme se passa de fase, surgem as novas invenções militares: granadas de mão, bombardeio aéreo, ataque com gás e tanque de guerra.
Pode ser utilizado para se debater os caminhos do desenvolvimento tecnológico. Quem investe em tecnologia, para que investe e a quem interessa determinada tecnologia.
O jogo está no sítio abaixo:

http://armorgames.com/play/2267/warfare-1917

Aí vem a questão: como usar em uma sala de aula com trinta, quarenta, sessenta alunos? Uma alternativa (indicada pela Edna, professora de Geografia do CEROM) é apresentar o jogo em datashow para toda turma. E para quem não tem datashow? Pode-se ir para a sala de informática e convidar todos a jogar online, em duplas. Não tem internet na escola, ou pior: não tem nem sala de informática? É, colega professor, a nossa situação está braba. Temos que lutar para melhorar as nossas condições de trabalho, até para não morrer de raiva quando ouvir a orientadora pedagógica repetir a cansativa ladainha: "é preciso ir além do cuspe e giz..."
Enquanto isso, dá pra indicar o endereço do sítio para os alunos. Quem sabe um deles não se habilita a conhecer o jogo?